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Caminhos - Penúltimo capítulo

 



CAMINHOS

novela de MIGUEL VICTOR

direção geral RICARDO WADDINGTON

CAPÍTULO 29 - PENÚLTIMO CAPITULO

CENA 01. CASA YEDDA. SALA. DIA

Yedda encara Glória, surpresa com a visita dela.

Yedda: Glória? O que quer conversar comigo? Olha, se é sobre o Milton, eu não estou afim

de brigar...

Glória : Não Yedda, não é sobre o Milton que estou aqui. Tem haver com ele, mas...

Glória se senta no sofá.

Glória: Yedda, eu preciso te contar uma coisa. Nos últimos tempos, tenho conhecido alguém

que despertou sentimentos em mim novamente.

Yedda olha para Glória, curiosa e surpresa ao mesmo tempo.

Yedda: Alguém? Quem é essa pessoa, Glória?

Glória: Seu nome é Alex. Eu o conheci há pouco tempo e, aos poucos, tenho percebido que

ele me faz bem. Ele me faz esquecer as mágoas e me mostra que é possível seguir em

frente. Esquecer o Milton e... Enfim.

Yedda fica em silêncio por um momento, processando a informação e tentando entender a

situação.

Yedda: Glória, fico feliz que você esteja encontrando alegria novamente. É importante que

sigamos em frente e encontremos a felicidade, mesmo que em caminhos diferentes.

Glória olha nos olhos de Yedda, sentindo um misto de gratidão e alívio.

Glória: Yedda, eu não quero mais brigar com você. Inclusive, desejo toda felicidade do

mundo pra você e pro Milton. Eu sei que é difícil acreditar, depois de tudo o que aconteceu.

Eu amei sim muito o Milton, temos uma filha fruto desse nosso amor. Mas na cabeça dele,

ele nunca te esqueceu, você sempre foi a sua grande paixão. Nossas vidas tomaram rumos

distintos, mas isso não significa que precisamos manter essa animosidade entre nós. Eu

quero sinceramente fazer as pazes e seguir em frente.

Yedda sorri, deixando transparecer uma trégua em seu coração.

Yedda: Eu também não quero mais brigas, Glória. Vamos deixar o passado para trás e

construir um novo relacionamento, baseado na compreensão e na paz.

As duas mulheres se levantam dos sofás e se aproximam uma da outra. Com um gesto de

reconciliação, elas se abraçam calorosamente.

CORTE:

CENA 02. AUDITÓRIO. DIA

Rebeca está sentada entre o público em um auditório lotado, atenta à palestra de Cris, que

fala sobre inclusão e direitos das pessoas LGBTQUIAP. Cris é carismático e envolvente,

transmitindo sua mensagem com paixão e conhecimento. Rebeca observa cada movimento

de Cris, seus gestos expressivos e a maneira como ele se conecta com a plateia. Seus

olhos brilham de admiração e interesse, mostrando que algo despertou dentro dela.

Cris: É fundamental que cada pessoa se sinta acolhida e respeitada em sua identidade.

Devemos criar espaços inclusivos, onde todas as vozes são ouvidas e valorizadas.

Rebeca sente-se cada vez mais envolvida com as palavras de Cris. Ela percebe que

compartilha dos mesmos valores e ideais, e algo começa a se desenvolver em seu coração.


Rebeca: Ele é incrível... Suas palavras são tão verdadeiras e inspiradoras.

Enquanto a palestra continua, Rebeca não consegue desviar o olhar de Cris. Seus

pensamentos estão tomados por uma curiosidade e atração crescente.

Cris: Agradeço a todos por estarem aqui hoje e por compartilharem desse momento de

reflexão e empoderamento. Juntos, podemos criar um mundo mais inclusivo e acolhedor

para todos.

O auditório explode em aplausos, e Rebeca se une aos demais, aplaudindo entusiasmada.

Ela sente que algo especial aconteceu ali, algo que pode mudar sua vida. Rebeca aguarda

o momento certo para se aproximar de Cris, esperando uma oportunidade de conversar

com ele e conhecer melhor a pessoa por trás da palestra inspiradora.

CORTE:

CENA 03. ATRÁS DO AUDITÓRIO. NOITE

Rebeca se aproxima de Cris, que está cercado por pessoas que desejam cumprimentá-lo

após a palestra. Ela espera pacientemente até que a multidão diminua e finalmente chega a

sua vez.

Rebeca: Desculpe interromper, Cris. Sua palestra foi incrível!

Cris: Oh, obrigado! Fico feliz que tenha gostado.

Rebeca e Cris trocam olhares, sentindo uma conexão imediata entre eles.

Rebeca: Suas palavras realmente me tocaram. Acredito tanto na importância da inclusão,

assim como você falou na palestra.

Cris: É maravilhoso encontrar pessoas que compartilham desse sentimento. Parece que

temos muito em comum.

Rebeca sorri, sentindo-se cada vez mais à vontade na presença de Cris.

Rebeca: Eu adoraria continuar essa conversa em outro lugar, talvez em um café. O que

acha?

Cris: Seria ótimo! Adoraria conhecê-la melhor.

Rebeca e Cris trocam números de telefone e combinam um encontro para o dia seguinte.

Rebeca: Até amanhã, então. Mal posso esperar!

Cris: Mal posso esperar também. Até amanhã!

Eles se despedem com um aceno caloroso.

CORTE:

CENA 04. CASA YEDDA. SALA. NOITE

Yedda e Milton estão sentados no sofá, desfrutando de um momento juntos. Yedda parece

um pouco pensativa.

Milton: Que foi, meu amor? Aconteceu alguma coisa?

Yedda: Milton, preciso te contar algo... Fui surpreendida hoje.

Milton: O que aconteceu, Yedda?

Yedda olha nos olhos de Milton, preocupada em como ele reagirá.

Yedda: Glória... Ela está conhecendo alguém.

Milton franze a testa, absorvendo a informação.

Milton: A sério? Quem é essa pessoa?

Yedda dá de ombros, com uma mistura de sentimentos.

Yedda' Eu não sei muito sobre ele, mas parece que Glória está se abrindo para um novo

relacionamento.


Milton tenta disfarçar sua inquietação, mas Yedda consegue perceber.

Yedda: Eu entendo que isso possa ser difícil para você, Milton. Glória é uma pessoa

importante em sua vida.

Milton assente, com uma expressão reflexiva.

Milton: Você está certa, Yedda. Glória tem o direito de seguir em frente e encontrar sua

felicidade. Eu só preciso me acostumar com essa ideia.

Yedda acaricia gentilmente a mão de Milton, oferecendo apoio.

Yedda: Eu estarei aqui para você, Milton. Seja qual for o caminho que escolhermos seguir,

juntos ou separados, sempre teremos um ao outro.

Milton sorri, grato pela presença reconfortante de Yedda.

Milton: Eu não poderia pedir por uma companheira melhor do que você, Yedda. Sua

compreensão e amor são o que me mantêm forte.

Eles se abraçam.

CORTE:

CENA 05. CASA LÚCIA. SALA. NOITE

Lúcia está sentada em frente à televisão, assistindo a uma reportagem. A expressão em

seu rosto se torna cada vez mais séria e desconfortável à medida que a reportagem se

desenrola.

Reporter: Triste notícia para a comunidade LGBTQUIAP hoje, em pleno mês do orgulho,

uma mulher trans foi brutalmente espancada até a morte em um ataque de ódio...

Lúcia balança a cabeça, desaprovando.

Lúcia: Isso é uma vergonha... Essas pessoas trans, elas têm que entender que só Deus

decide quem é homem ou mulher.

Ela cruza os braços, sentindo-se desconfortável ao se lembrar de Gabi. Ela parece ficar

triste, mas logo volta a ficar desgostosa.

Lúcia: Essas pessoas não podem simplesmente escolher sua identidade de gênero e

esperar que todos aceitem. Não é natural.

Ela se levanta, irritada com seus próprios pensamentos.

Lúcia: Eu sinto muito por essa mulher, mas ela sabia no que estava se metendo. Não posso

apoiar algo que vai contra os princípios de Deus.

Lúcia caminha em direção à cozinha.


CORTE:

CENA 06. CASA CLARA. SALA. DIA

Clara está sentada no sofá, nervosa, enquanto seu advogado, organiza alguns documentos

em sua mesa.

Advogado: Clara, eu sei que essa audiência é um momento importante para você. Vou fazer

o possível para garantir que sua voz seja ouvida e que a verdade prevaleça.

Clara respira fundo, buscando conforto nas palavras de seu advogado.

Clara: Eu estou com medo. Não sei o que esperar dessa audiência, mas não posso deixar

que Yedda saia impune por tudo o que fez.

Advogado: Compreendo seus receios, Clara. Mas vamos nos preparar da melhor forma

possível. Temos evidências sólidas e testemunhos importantes que irão apoiar o seu caso.

O advogado entrega a Clara uma pasta com os documentos preparados para a audiência.


Advogado: Aqui estão as provas que reunimos até agora. Temos registros de conversas,

documentos financeiros e depoimentos que comprovam a má conduta de Yedda.

Clara folheia os documentos com determinação, sentindo uma mistura de raiva e

esperança.

Clara: Vou lutar por justiça. Yedda não pode continuar se aproveitando das pessoas

impunemente. Eu quero que ela pague por tudo o que fez.

Advogado: Entendo sua indignação, Clara. Vamos mostrar ao juiz o verdadeiro caráter de

Yedda e lutar para que ela seja responsabilizada por suas ações.

Clara olha para o advogado, sentindo-se mais confiante com suas palavras de

encorajamento.

Clara: Obrigada. Sua ajuda e apoio significam muito para mim. Vamos mostrar a verdade ao

mundo.

Clara determinada.

CORTE:

CENA 07. CASA GLÓRIA. SALA. NOITE

Rebeca está sentada no sofá, entretida, lendo à novela "Vento Norte" no seu celular.

Rebeca: Caramba, coitada da Regina... E que novela boa! Essa autora sempre arrasa!

Glória entra na sala, e se aproxima de Rebeca.

Glória: Tá vendo o que aí, filha?

Rebeca: Tô lendo a novela Vento Norte, do Ranable. Adoro ler e reler essa. É minha

favorita junto com Altos e Baixos, Uma Prova de Fogo. E eu tô super ansiosa pra ler Amor

de Verão dia 26!

Glória: Adoro o Ranable e essas novelas também... Querida, como anda o seu

relacionamento com o Cris? Conta tudo para a mamãe!

Rebeca desvia os olhos do celular e encara a mãe, com um sorriso radiante estampado no

rosto.

Rebeca: Mãe, está tudo maravilhoso! O Cris é uma pessoa incrível, estamos nos

conhecendo melhor a cada dia. Ele é atencioso, carinhoso e tem uma visão de mundo tão

bonita. Estou muito feliz ao lado dele.

Glória se aproxima do sofá, sentando-se ao lado de Rebeca, demonstrando interesse

genuíno pela felicidade da filha.

Glória: Isso é maravilhoso, minha querida! Ver você feliz é o que mais desejo. Tenho certeza

de que o Cris é uma pessoa especial e que vocês formam um casal incrível juntos.

Rebeca segura a mão de Glória, transmitindo todo o carinho e gratidão que sente por ela.

Rebeca: Mãe, eu só posso agradecer a você por sempre me apoiar e me dar liberdade para

viver as minhas escolhas. O seu amor e suporte são essenciais para que eu me sinta

segura e feliz ao lado do Cris.

Glória abraça afetuosamente Rebeca, emocionada com as palavras da filha.

Glória: Eu só quero ver você feliz, minha filha. O amor não tem limites e, quando ele

encontra um coração tão bonito como o seu, não há nada mais bonito de se presenciar.

Rebeca e Glória permanecem abraçadas.

CORTE:

CENA 08. PRAIA. DIA

DUAS SEMANAS DEPOIS...


Gabi está nadando tranquilamente nas águas calmas do mar. A brisa suave e o sol radiante

compõem um cenário sereno. Porém, a correnteza se intensifica, e Gabi se vê em apuros.

Ela luta para se manter à tona, mas o cansaço a domina, deixando-a à mercê das ondas.

Juliano, que estava caminhando pela praia, nota o desespero de Gabi e imediatamente

corre em sua direção. Ele mergulha nas águas agitadas, determinado a resgatá-la. Com

habilidade, Juliano alcança Gabi, segurando-a firmemente, e os dois emergem à superfície.

Gabi, tossindo e ofegante, olha para Juliano com gratidão e alívio estampados em seu

rosto. Juliano a encara com preocupação, segurando-a com firmeza em seus braços.

Gabi: Obrigada, Juliano... Eu pensei que não fosse conseguir...

Juliano: Você está bem agora. Foi por pouco, mas eu estou aqui. Sempre estarei aqui para

te ajudar.

Gabi, ainda trêmula, olha nos olhos de Juliano, captando a sinceridade e a proximidade do

momento. Uma faísca de emoção surge entre os dois, algo além da gratidão e da amizade.

Gabi: Juliano... eu... eu não sei como agradecer...

Juliano se aproxima de Gabi, sua expressão carinhosa e determinada. Ele segura o rosto

dela com ternura e, suavemente, encosta seus lábios nos dela. O beijo é suave e cheio de

emoção, um encontro de sentimentos há muito tempo guardados. O tempo parece parar

naquele instante, enquanto Gabi se entrega ao beijo, envolvendo Juliano com seus braços.

A praia, as ondas e o mundo ao redor se tornam insignificantes diante do turbilhão de

sentimentos que os envolve.

CORTE:

CENA 09. TRIBUNAL. SALA DE AUDIÊNCIA. DIA

Clara e Yedda adentram a sala de audiência, seus olhares se encontram em um misto de

tensão e determinação. A sala está repleta de pessoas, entre advogados, juiz e

espectadores curiosos. O ambiente é solene e carregado de expectativa. Clara e Yedda

caminham em direção aos seus respectivos lugares, os advogados acompanham-nas de

perto. O silêncio impera na sala, apenas o som dos passos ecoa pelo ambiente. Clara e

Yedda se posicionam em lados opostos, suas expressões refletindo as emoções conflitantes

que as cercam. Clara mantém sua postura firme, pronta para enfrentar a batalha legal que

se aproxima. Seus olhos demonstram a determinação de uma mulher que busca justiça e a

defesa de seus direitos. Yedda, por sua vez, mostra-se confiante, com uma expressão séria

que revela sua convicção em relação à causa que defende. O juiz toma seu lugar e olha

atentamente para Clara e Yedda, que permanecem em silêncio, medindo forças apenas

com o olhar. O juiz faz uma breve pausa, consciente da tensão no ar, e dá início à

audiência.

Juiz: Damos início à audiência final do caso entre Clara e Yedda. As partes têm a palavra

para apresentarem seus argumentos finais.

Clara e Yedda trocam um último olhar desafiador.

CORTE:

FIM DO CAPÍTULO 29

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