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Passional - Episódio 11

 






PASSIONAL


Episódio 11


Série criada e escrita por

LUAN MACIEL 


 







CENA 1. HOSPITAL. LEITO HOSPITALAR. INT/ MANHà

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DO CAPÍTULO ANTERIOR. A CÂMERA FOCA NO OLHAR DE DETERMINAÇÃO DE MADALENA QUE ESTÁ CERTA DO QUE ELA QUER. DIONÍSIA ANDA DE UM LADO PARA O.OUTRO DEMONSTRANDO ESTAR MUITO NERVOSA. 


DIONÍSIA — (séria) Você não pode estar falando sério, Madalena. Eu não posso compactuar com o que você está querendo fazer. Isso o que você está querendo é vingança. E isso não está certo. 

MADALENA — (firme) O Alfredo tirou de nós a única pessoa que nunca quis o mal de ninguém. Ele não pode continuar por aí livre quando que pode fazer o que bem entender, mãe. 

DIONÍSIA — Não é isso que o seu pai iria querer, Madalena. Nós vamos conseguir fazer o Alfredo pagar pela morte dele, mas tudo tem que ser feito da melhor forma possível.

MADALENA — Eu cansei de fazer tudo o que as pessoas esperam que eu faça. Eu fui humilhada a minha vida inteira por esse homem. Agora ele foi o responsável pela morte do meu pai. Alguém precisa de terno Alfredo o quanto antes. 


MADALENA SE LEVANTA DA CAMA DE HOSPITAL. ELA VAO TROCANDO DE ROUPA O QUE DEIXA DIONÍSIA AFLITA.


DIONÍSIA — (aflita) Onde você está indo, minha filha? Não vai me dizer que você está indo atrás do Alfredo? Isso é loucura. Você mais do que ninguém sabe do que ele é capaz. 

MADALENA — (séria) É por isso mesmo que eu preciso fazer alguma coisa, mãe. Até quando nós iremos ficar de braços cruzados enquanto o Alfredo faz o que ele quer? Ele precisa ser confrontado. E é isso que eu vou fazer. 

DIONÍSIA — Eu continuo achando isso um erro, Madalena. Eu já perdi o seu pai eu não quero perder você ou os meus netos. 

MADALENA — Isso não vai acontecendo, mãe. Eu prometo. Antes que isso possa acontecer o Alfredo vai pagar por tudo o que ele fez. Eu não vou descansar enquanto ele não estiver preso. 


MADALENA FICA CADA VEZ MAIS SÉRIA. DIONÍSIA A ENCARA. 


MADALENA — Eu sei que você está preocupada comigo, mãe. Mas enfrentar o Alfredo é algo que eu tenho que fazer. A dor pela morte do meu pai me fez ter força para enfrentar todas as atrocidades que o Alfredo vem fazendo.

DIONÍSIA — (respirando fundo) Eu não vou mais tentar te convencer do contrário, minha filha. Se é isso que você quer então que assim seja. Mas toma muito cuidado. Eu te peço isso.

MADALENA — Tem coisas que o Alfredo fez quena senhora nem pode imaginar, mãe. Mas isso vai acabar agora. Eu prometo. 


MADALENA SAI PELA PORTA DO LEITO HOSPITALAR. A CÂMERA FOCA NO SEMBLANTE ENTRISTECIDO DE DIONÍSIA.

CORTA PARA/


CENA 2. LUGAR DESCONHECIDO. GALPÃO ABANDONADO. EXT/ MANHà

O GALPÃO ABANDONADO CONTINUA SENDO DESTRUÍDO PELO FOGO. O DELEGADO FLORES SAI PARA FORA DO INCÊNDIO E ELE FICA FRENTE A FRENTE COM PETRÔNIO QUE ESTÁ EM ESTADO DE CHOQUE AO PERCEBER O QUE ESTÁ ACONTECENDO. PETRÔNIO VAI PARA CIMA DO DELEGADO FLORES QUE APENAS SORRI.


PETRÔNIO — (furioso) O que foi que você fez, Flores? Você só pode ter ficado louco. A Marina e o Paco podem morrer nesse incêndio. (P) Você é muito pior do que eu imaginava.

DELEGADO FLORES — (ardiloso) Isso é para você ver como eu não estou para brincadeira. Agora você tem uma escolha a se fazer, Petrônio. Ou você me detém ou salvar aqueles comunistas. O que você vai escolher?

PETRÔNIO — Seu desgraçado….. O que você está fazendo é inadmissível. Porque você tem que ser assim? A Marina e o Paco não fizeram nada demais para você, Flores.

DELEGADO FLORES — Enquanto você encontra uma forma de salvar esses comunistas eu vou atrás de quem realmente importa. Você nunca mais vai ver a sua filha, Petrônio. 


PETRÔNIO FICA TOTALMENTE FORA DE SI. ELE DÁ UM SOCO NO DELEGADO FLORES QUE FICA SÉRIO. OS GRITOS DE MARINA E PACO PODEM SER OUVIDOS. PETRONIO FICA MAIS TENSO.


DELEGADO FLORES — Tic Tac…. Tic Tac…. O seu tempo está acabando, Petrônio. Se coc não correr aqueles comunistas irão morrer queimados. E eu irei atrás da Isabela.

PETRÔNIO — (esbravejando) Você não ouse chegar perto da minha filha, Flores. Para impedir que você chegue pertomdeoa eu sou capaz de te matar. Está me ouvindo? Eu te mato.

DELEGADO FLORES — Não faça ameaças que você não pode cumprir, Petrônio. Eu só não te mato agora, pois eu quero ver a esperança sumir dos seus olhos. E eu ainda verei isso.

PETRÔNIO — Some da minha frente, Flores. Eu espero nunca mais te ver na minha frente. Você é muito repugnante. 


O DELEGADO FLORES ENTRA DENTRO DE UMA VERANEIO QUE LOGO DEPOIS VAI SUMINDO A SE PERDER DE VISTA. O FOGO CONTINUA TOMANDO CONTA DO GALPÃO ABANDONADO. 


PETRÔNIO — (desesperado) Eu preciso fazer alguma coisa e rápido. Eu não posso deixar a Marina e o Pacot lá dentro desse inferno.


EM TOTAL DESESPERO PETRÔNIO CONSEGUE ACHAR UM MACHADO JOGADO NO CHÃO. ELE TENTA FORÇAR A ENTRADA DO GALPÃO ABANDONADO, MAS O FOGO O ATRAPALHA.

CORTA PARA/


CENA 3. RUA. EXT/ MANHà

O ALFREDO VAI ANDANDO PELA RUASEM PERCEBER QUE ELE ESTÁ SENDO SEGUIDO. UM CARRO ELEGANTE E DA COR PRETA VEK SEGUINDO ELE BEM DEVAGAR. AOS POUCOS O VILÃO PERCEBE O QUE ESTÁ ACONTECENDO. O VIDRO DO CARRO É ABAIXADO E VEMOS QUE QUEM ESTÁ DENTRO DO CARRO É MÔNICA QUE ABRE A PORTA DO CARRO DEIXANDO ALFREDO INTRIGADO. 


ALFREDO — (alterando a voz) Quem é você? E porque você está me seguindo? Eu exijo uma explicação. Pode começar a falar.

MÔNICA — Entra no meu carro agora mesmo. Eu quero conversar com você, Alfredo. (P) Além do seu nome eu sei muitas coisas ao seu respeito. Eu quero te fazer uma proposta.


A CURIOSIDADE TOMA CONTA DE ALFREDO. ELE ENTRA NO CARRO DE MÔNICA. CORTE  P/ DENTRO DO CARRO. AGORA A CÂMERA NO OLHAR DESCONFIADO DE ALFREDO. MÔNICA MANTÉM SUA POSE DE SUPERIORIDADE. 


ALFREDO — (sem paciência) Fale de uma vez quem você é e o que quer comigo. Eu não suporto esses mistérios.

MÔNICA — É melhor você se acalmar, Alfredo. A proposta que eu tenho para te fazer é bem simples. Eu quero que você me ajude a tirar a maldita da Madalena do meu caminho e em troca você vai ser muito bem recompensado. 

ALFREDO — Agora eu estou te reconhecendo. Você é aquela socialite Mônica Bianchini. Você é filha do Omar Bianchini. Você é irmã da Madalena. Mas em que eu posso te ajudar. Isso não está fazendo o menor sentido para mim. 

MÔNICA — Isso é muito simples, Alfredo. Eu quero acabar com a vida da Madalena de uma forma que ela não consiga se reerguer de novo. Ela não vai ter nada que é meu . 


ALFREDO ESBOÇA UM SORRISO.  ELE OLHA PARA MÔNICA COM MUITA FRIEZA. A VILÃ CONTINUA FIRME EM SUA POSIÇÃO. 


ALFREDO — Você conseguiu despertar a minha curiosidade, Mônica. O que você está pensando em fazer para conseguir desmoralizar a Madalena? Isso não vai ser nada fácil.

MÔNICA — (fria) Eu quero que todos vejam o quanto essa bastarda da minha irmã não é confiável. Eu quero ver ela totalmente destruída. Se eu não posso matar ela então eu vou acabar com a reputação de boa mãe que ela sempre teve.

ALFREDO — E o que eu vou ganhar com isso, Mônica? Para eu te ajudar nesse seu plano eu vou querer algo que a Madalena não pode me dar. Eu quero metade da fortuna do seu pai.

MÔNICA — (fingindo) Então nós temos um acordo, Alfredo. E além do dinheiro que você poderá ganhar se me ajudar ainda eu posso te dar algo a mais que você possa querer.


MÔNICA OLHA SENSUALMENTE PARA ALFREDO QUE ENTENDE O RECADO. O VILÃO A BEIJA ARDENTEMENTE. A CÂMERA VAI SE AFASTANDO NO MEIO DO ATO SEXUAL DE AMBOS.

CORTA PARA/


CENA 4. GALPÃO ABANDONADO. INT/ MANHà

O INCÊNDIO JÁ TOMOU CONTA DE TODO O GALPÃO ABANDONADO. A CÂMERA MOSTRA ATRAVÉS DAS CHAMAS QUE MARINA E PACO ESTÃO TOTALMENTE ENCURRALADOS. ELES SE DÃO AS MÃOS ENQUANTO UM BARULHO CONTUNDENTE É OUVIDO DO LADO DE FORA. MARINA E PACO SE OLHAM.


MARINA — (angustiada) Eu sinto muito, Paco. Eu nunca quis isso pudesse acontecer. Eu te trouxe para essa armadilha. Eu espero que você consiga me perdoar.

PACO — Isso não é hora para pedir desculpas, Marina. Nós precisamos encontrar um jeito de sair desse inferno. Eu não vou deixar a gente morrer por causa do Flores. 

MARINA — E como bos vamos sair desse inferno, Paco? Nós estamos cercados por todos os lados, Paco. Eu queria ser tão otimista assim como você. Mas infelizmente eu não sou. 

PACO — Eu não sei omo, mas nós vamos conseguir meu amor. Eu nunca desisti de você, e não vai ser agora que vou desistir. 


MARINA SEGURA AS MÃOS DE PACO COM MAIS FORÇA AINDA. UM BARULHO ESTRONDOSO PODE SER OUVIDO. DO OUTRO LADO DO GALPÃO ABANDONADO PETRÔNIO CONSEGUE ABRIR UMA PASSAGEM. MARINA E PACO FICAM SURPRESOS.


PETRÔNIO — (gritando) Marina….. Paco…. Vocês precisam correr. Esse lugar está prestes a cair abaixo. Vocês tem que ser rápidos. 

MARINA — (se enchendo de coragem) Nós só vamos ter uma única chance, Paco. Você está comigo? Você é a minha força.

PACO — Sempre meu amor. Eu sempre vou estar com você. 


CLÍMAX DA CENA. MARINA E PACO SE DÃO AS MÃOS. ELES SAEM CORRENDO NO MEIO DO INCÊNDIO ATÉ ONDE PETRÔNIO ESTÁ. ELES CONSEGUEM SAIR DO GALPÃO ABANDONADO QUE DEPOIS DE ALGUNS INSTANTES CAI BO CHÃO SENDO TOTALMENTE DESTRUÍDO. MARINA E PACO FINALMENTE RESPIRAM ALIVIADOS. PETRÔNIO CONFORTA ELES.


PETRÔNIO — (respirando fundo) Graças a Deus vocês conseguiram sair desse inferno. Eu sinceramente não sei o que eu faria senalfima coisa tivesse acontecido com vocês. 

PACO — Se não fosse por você a gente teria morrido, Petrônio. Você salvou a nossa vida. Eu sempre serei grato. 

MARINA — (concordando)  O Paco está certo, Petrônio. Se não fosse por você eu não sei o que seria de nós. Nós devemos a nossa vida a você. Não tem palavras que sejam suficientes para agradecer o que você fez por nós.

PETRÔNIO — Eu prometi para sua mãe que eu iria te salvar, Marina. Era o mínimo que eu poderia fazer. Você salvou a minha filha dos porões do Doi-Codi. Agora vamos para casa.


MARINA FOCA SENSIBILIZADA COM AS PALAVRAS DE PETRÔNIO. ELA DÁ UM ABRAÇO FORTE EM PETRONIO BEM EMOCIONADA. PACO SORRI ENQUANTO A CÂMERA VAI SE AFASTANDO. 

CORTA PARA/


CENA 5. CASA DE PETRÔNIO E ISABELA. SALA. INT/ DIA

AS HORAS SE PASSAM. NO CENTRO DA CENA ESTÃO ISABELA E TIAGO QUE ESTÃO DE MÃOS DADAS E NA FRENTE DELES ESTÁ OLÍVIA QUE ESTÁ SENTADA NA FRENTE DELES COM O PENSAMENTO VEM LONGE. TIAGO SE LEVANTA E FICA NA FRENTE DE SUA MÃE. OLÍVIA VAI FICANDO AINDA MAIS TENSA.


TIAGO — (confuso) O que foi que aconteceu com você, mãe? Tem dias que eu vejo o quanto você está aflita desse jeito. Foi alguma coisa que aquele maldito do Alfredo fez, não é mesmo? Pode me dizer a verdade.

ISABELA — Calma, Tiago. Deixa a sua mãe falar. Você não está vendo o quanto ela esta angustiada. (P) Fica calma, Olívia. Nós estamos para ouvir o que você tem para falar. 

TIAGO — Eu só estou preocupado, Isabela. A minha mãe sofreu mais de 20 anos nas mãos daquele infeliz do Alfredo. 

OLÍVIA — (séria) Eu não queria ter que falar isso para você, meu filho. Mas a verdade é que o seu pai nunca morreu em um acidente de carro, Tiago. A verdade é que o Alfredo é o seu verdadeiro pai. Eu sinto muito ter escondido isso de você.


CLOSE NO OLHAR SURPRESO DE TIAGO. ELE FICA TOTALMENTE TRANSTORNADO. ISABELA TAMBÉM SE MOSTRA SURPRESA. 


TIAGO — (furioso) Você não pode estar falando sério, mãe. Aquele desgraçado não pode ser o meu pai. Eu me recuso a acreditar nisso. Eu nunca vou ser filho daquele homem.

OLÍVIA — (em prantos) Eu sinto muito, meu filho. Eu não deveria ter escondido isso de você. Durante o tempo que eu estive com o Alfredo ele fez da minha vida um inferno. 

ISABELA — Quem mais sabe dessa história, Olívia? A Madalena, a Marina, o Gael sabem dessa história? Esse segredo pode trazer muitas consequências para todos, Olívia. 

TIAGO — Isso não tem importância agora, Isabela. Eu passei a minha vida inteira odiando esse homem e agora eu descubro que ele é meu pai. Isso não pode ser verdade.


TIAGO COMEÇA A CHORAR DE RAIVA. OLÍVIA TENTA ACARICIAR O ROSTO DE SEU FILHO, MAS ELE RECUSA. ISABELA OBSERVA. 


OLÍVIA — (arrependida) Eu sei que eu errei, meu filho. Mas tudo o que eu fiz foi para te proteger. Eu sinto muito de verdade.

TIAGO — (decepcionado) Sinceramente eu não sei o que pensar. Você mentiu para mim e eu não sei se eu vou conseguir te perdoar, mãe. Eu preciso de tempo para pensar a respeito. 

ISABELA — Tiago… Se você quiser conversar eu estou aqui do seu lado. Quando eu mais precisei você estava lá para me ajudar. 

TIAGO — Eu sei que  eu posso confiar em você, Isabela. O que eu sinto por você é mais forte do que tudo. Mas eu preciso ficar sozinho para pensar em tudo que eu descobri.


TIAGO DÁ UM BEIJO EM ISABELA E DEPOIS ELE SAI DA CASA. OLÍVIA FICA PARADA AEM SABER O QUW FAZER. 

CORTA PARA/


CENA 6. HOSPITAL. CORREDOR. INT/ DIA

A CÂMERA MOSTRA DE FORMA AMPLA QUE DIONÍSIA ESTÁ TOTALMENTE SOZINHA SENTADA NO CORREDOR FO HOSPITAL. LOGO DEPOIS VEMOS CÉLIA ANDAR EM DIREÇÃO ATÉ A DIREÇÃO DE ONDE SUA MÃE ESTÁ. CÉLIA PERCEBE O SEMBLANTE NO ROSTO DE DIONÍSIA. ELA TEM UM MAL PRESSENTIMENTO.


CÉLIA — (preocupada) Mãe…. Porque você está assim tão triste? Aconteceu alguma coisa com a minha irmã? Fale alguma coisa. Você está me deixando cada vez mais aflita.

DIONÍSIA — (chorando)  Minha filha…. Ainda bem que você está aqui. Eu estou precisando tanto da sua ajuda. Eu não sei o que fazer diante dessa situação. Eu estou sem chão.

CÉLIA — Você está me deixando ainda mais preocupada, mãe. O que foi que aconteceu dessa vez? Por favor, me conta.

DIONÍSIA — É sobre o seu pai, minha filha. Ele teve um confronto ontem com o Alfredo. E infelizmente ele teve um ataque cardíaco e ele está morto. O Alfredo matou o seu pai.


CÉLIA FICA ESTÁTICA COM A REVELAÇÃO DE SUA MÃE. AS LÁGRIMAS VÃO ESCORRENDO PELO ROSTO DE CÉLIA.


CÉLIA — Diz que você está brincando, mãe. O meu pai não pode estar morto. Eu vi ele ontem e ele estava tão bem. 

DIONÍSIA — (triste) Infelizmente essa é a verdade, Célia. O seu pai morreu por causa do Alfredo. E agora a sua irmã foi atrás dele. Eu não sei o que pode acontecer. A Madalena está querendo se vingar e isso não é nada bom.

CÉLIA — Eu no lugar da Madalena faria a mesma coisa, mãe. O Alfredo foi longe demais dessa vez. Ele matou o meu pai que nunca quis o mal de ninguém. Isso não é justo. 

DIONÍSIA — Preste atenção no que você está falando, minha filha. O seu pai não iria gostar de ver você falando assim. Eu também quero que o Alfredo pague pelo o que ele fez. Mas vingança não é o caminho certo. A justiça sim é. 


CÉLIA FICA CADA VEZ MAIS NERVOSA. ELA ESTÁ EM DESESPERO. 

CÉLIA — (desesperada) Justiça??? O Alfredo matou o meu pai. Eu quero ver ele definhando aos poucos. Isso que eu quero. 

DIONÍSIA — Olha só o que você está dizendo, Célia. Essa não é você. 

CÉLIA — Eu cansei de ver o Alfredo destruir a nossa família. Se a Madalena não fizer nada eu irei fazer. Eu não tenho mais nada a perder. E não queira tentar me impedir, mãe.

DIONÍSIA — Se você quer começar uma caça às bruxas então que assim seja, Célia. Mas não me venha pedir a minha benção. Eu não vou compactuar com o que você e a sua irmã estão fazendo. Eu quero.viver o meu luto em paz.


DIONÍSIA DÁ AS COSTAS PARA CÉLIA QUE FICA AINDA NERVOSA. A TRISTEZA TOMA CONTA DE CÉLIA QUE FICA SEM REAÇÃO.

CORTA PARA/


CENA 7. CASA DE DONA CIDINHA. SALA. JNT/ DIA

MADALENA ENTRA NA CASA DE DONA CIDINHA TOTALMENTE NERVOSA. A CÂMERA VAI SE APROXIMANDO DE MADALENA E VEMOS O SEU SEMBLANTE CHEIO DE RAIVA E RESSENTIMENTO. DONA CIDINHA APARECE NA FRENTE DE MADALENA E A CONFRONTA. A NOSSA PROTAGONISTA ESTÁ ENRAIVECIDA. 


MADALENA — (furiosa) Onde está o seu filho, Dona Cidinha? Eu juro por tudo que é mais sagrado que eu vou matar o Alfredo. O que ele fez não tem perdão. Ele tirou o meu bem mais precioso. 

DONA CIDINHA — (surpresa) Do que você está falando, Madalena? Eu pensei que você ainda estava no hospital. (P).Porque você está com tento ódio do meu filho? Me explica.

MADALENA — O Alfredo matou o meu pai, Dona Cidinha. Isso é algo que eu jamais irei perdoar. Eu quero ver o seu filho preso. 

DONA CIDINHA — Você não pode estar falando sério, Madalena. Eu sei que o meu filho não presta, mas ser um assassino é diferente. Eu não consigo ver como isso é possível. 


MADALENA OLHA PARA DONA CIDINHA COM SERIEDADE. A NOSSA PROTAGONISTA DEMONSTRA MUITA RAIVA. 


MADALENA — (séria) Eu perdi 30 anos da minha vida ao lado do seu filho, Dona Cidinha. A única coisa boa que veio sentido isso são os meus filhos. Eu juro que o Alfredo nunca mais vai encostar a mão em quem eu amo. Eu prometo. 

DONA CIDINHA — Eu sinto muito pela morte do seu pai, Madalena. O Laurindo era um bom homem. Mas eu não posso ir contra o meu filho. Eu sinto muito. 

MADALENA — Eu entendo você perfeitamente, Dona Cidinha. Mas eu espero que a senhora entenda o que está por vir. Eu não vou descansar enquanto o Alfredo não estiver atrás das grades. 


DONA CIDINHA ABAIXA A CABEÇA EM SILÊNCIO. MADALENA ESTÁ CIENTE DO QUE ELA QUER. AS DUAS SE OLHAM BEM SÉRIAS. 


PDONA CIDINHA — (preocupada) Quando essa guerra entre você e o meu filho vai acabar, Madalena? Vocês não conseguem ver que quem mais perde com isso são os meus netos? 

MADALENA — E você acha mesmo que eu não sei disso, Dona Cidinha? Tudo o que eu sempre fiz foi pelo bem dos meus filhos. E do que isso me adiantou? O Gael se tornou uma versão distorcida do Alfredo e a Marina eu não sei onde está.

DONA CIDINHA — Eu sei que você não quer ouvir isso de mim, Madalena. Mas você precisa acreditar que tudo vai ficar bem. Ou melhor na medida do possível.

MADALENA — Só quero uam coisa, Dona Cidinha. O seu filho manteve um caso com a Olívia durante mais de 20 anos. E ele nem teve a dignidade de assumir o próprio filho. Você sabia que o Tiago é seu neto?


DONA CIDINHA FICA EM CHOQUE. MADALENA VAI EMBORA BATENDO A PORTA DA CASA COM FORÇA. CLOSE FECHADO NO OLHAR SURPRESO FE DONA CIDINHA.

CORTA PARA/


CENA 8. TRANSIÇÃO DE TEMPO 

O TEMPO VAI PASSANDO EM UM PISCAR DE OLHOS. DE FORMA ÁGIL E DINÂMICA O MÊS VAI PASSANDO RAPIDAMENTE.

SURGE UM LETREIRO NA TELA: 1 MÊS DEPOIS

CORTA PARA/


CENA 9. HOSPITAL. CONSULTÓRIO MÉDICO. INT/ DIA

ISABELA ESTÁ SENTADA DENTRO DE UM CONSULTÓRIO MÉDICO E A TODO MOMENTO ELA VAI OLHANDO PARA OS LADOS COMO SE ALGO A INCOMODASSE. TEMPO. DEPOIS DE ALGUNS SEGUNDOS UMA MÉDICA ENTRA NO CONSULTÓRIO MÉDICO E SE SENTA BEM NA FRENTE DE ISABELA. A MÉDICA TEM ALGUNS PAPÉIS EM SUAS MÃOS. ISABELA VAI FICANDO AINDA MAIS APREENSIVA. 


ISABELA — (aflita) Então Doutora…. O que diz o resultado dos exames? Tem dias que eu estou angustiada com isso.

MÉDICA — Obrigado por você ter esperado tanto, Isabela. Mas você vai gostar de saber que os resultados do seu exame não deram absolutamente nada. Não tem nada que se preocupar. 

ISABELA — Como assim eu não tenho nada, Doutora? Faz mais de meses que eu eu espru em sentindo diferente. Como se algo tivesse mudado dentro de mim. Eu não sei explicar.

MÉDICA — E você está totalmente certa, Isabela. Você está grávida. 


ISABELA FICA IMÓVEL. ELA NÃO ACREDITA NO QUE OUVE.


ISABELA — (em pânico) Me diz que isso não passa de uma brincadeira, Doutora. Eu não posso estar grávida. Isso não pode ser verdade. Isso não é justo. 

MÉDICA — Calma, Isabela. Eu sei que você ainda é bem jovem, mas isso não é motivo para se desesperar. Você está totalmente saudável. Eu sei que você vai ser uma ótima mãe. 

ISABELA — A senhora não entendeu, Doutora. Eu não posso ter esse filho. Eu fui estuprada por Delegado do Doi-Codi. Eu não vou conseguir olhar para essa criança sem me lembrar do momento de terror que eu passei. Eu já decidi o que eu irei fazer. Eu vou tirar essa criança. 

MÉDICA — Você não pode tomar essa decisão assim sem mais nem eumenos, Isabela. Você precisa contar para a sua família o que está acontecendo. Eles merecem saber a verdade. 


ISABELA COMEÇA A CHORAR COPIOSAMENTE. A MÉDICA FIVA SENSIBILIZADA. ISABELA PARECE ESTAR COM MEDO.


ISABELA — (séria) Não, Doutora!!! Eu não vou contar isso para ninguém. O que o meu pai iria pensar de mim. (P) Porque isso tinha que acontecer comigo? Porque????

MÉDICA — Infelizmente eu não tenho a resposta para essa sua pergunta, Isabela. Mas a única certeza que eu tenho é que você deveria contar tudo para o seu pai. Ele pode te ajudar. 

ISABELA — Eu não sei, Doutora. Eu preciso pensar melhor. Omque eu sofri nas mãos daquele Delegado do Doi-Codi eu nunca vou conseguir superar. Ter um filho é algo que pode mudar  a minha vida. 


ISABELA SE LEVANTA E VAI EMBORA DO CONSULTÓRIO MÉDICO. 

CORTA PARA/


CENA 10. CEMITÉRIO. EXT/ DIA

PLANO GERAL DA CENA. NA FRENTE DE UM TÚMULO ESTÃO MADALENA, PETRÔNIO E CÉLIA E O CLIMA PRESENTE É DE MUITA TRISTEZA. MADALENA VAI SE ABAIXANDO AOS POUCOS E ELA COLOCA UM BUQUÊ DE ORQUÍDEAS NO TÚMULO DE LAURINDO. AS LÁGRIMAS ESCORREM POR SEU ROSTO. 


MADALENA — (chorando) Eu sinto muito, pai. Eu não estava do seu lado quando você mais precisava de mim. Mas eu juro para você que o Alfredo não vai sair impune por isso. Eu juro. 

PETRÔNIO — Está tudo bem, meu amor. Você pode chorar o quanto você quiser. O Laurindo eranum bom homem. Nós ainda vamos fazer justiça pela morte dele. Pode ter certeza disso. 

CÉLIA — É isso mesmo, Madalena. Eu também não irei descansar enquanto aquele maldito não estiver preso. É o mínimo que o nosso pai merece. Nós temos que ser fortes.

MADALENA — Vocês estão certos. O meu pai não merecia o que aconteceu com ele. E eu estou cansada de ser aquela mulher compreensivo. O Alfredo vai pagar caro por ter matado o meu pai.


PARA A SURPRESA DE TODOS ALFREDO APARECE ALI NO CEMITÉRIO. MADALENA FICA COM ÓDIO. ELA TENTA PARTIR PARA CIMA DO VILÃO, MAS PETRÔNIO A IMPEDE.


MADALENA — (furiosa) Como você tem coragem de aparecer aqui depois de tudo o que você fez, Alfredo? Você matou a única pessoa que nunca quis o mal de ninguém. Eu te odeio.

ALFREDO — (sorrindo) Eu não tenho culpa seno seu pai tinha o coração fraco, Madalena. (P) Quer dizer. Pai não, pois o seu verdadeiro pai é o magnata do Omar Bianchini. Por isso eu quero te fazer uma proposta. De você voltar a ser casada comigo. Se você não fizer isso eu vou tirar tudo que você tem direito. É pegar ou largar.

CÉLIA — É muita petulância da sua parte vir até o túmulo do meu pai e oferecer algo tão asqueroso assim para a minha irmã. Você não imagina a vontade que eu tenho de te matar, Alfredo. 

PETRÔNIO — É melhor você ir embora, Alfredo. A polícia está atrás de você pela morte do Laurindo. Nem mesmo a sua ligação de interesses com o Flores vai te salvar dessa vez.


ALFREDO COLOCA SUAS MÃOS NO PEITO DE PETRÔNIO DE UMA FORMA VIOLENTA. MADALENA E CÉLIA FICAM TENSAS.


ALFREDO — (gritando) Você acha mesmo que tem o direito de me exigir alguma coisa, Petrônio? Você tirou a minha mulher de mim e o amor da minha filha. Eu deveria acabar com você. 

MADALENA — (alterando a voz) Tenha mais respeito com os mortos, Alfredo. Entenda de uma vez por todas que eu nunca irei voltar para você. Ainda mais depois de você ter matado o meu pai. Isso nunca vai acontecer. 

PETRÔNIO — Você ouviu muito bem o que a Madalena disse, Alfredo. Eu não pedir uma segunda vez. Vá embora agora. 

ALFREDO — Vocês realmente se acham melhor do eu, não é mesmo? Mas deixa eu contar uma novidade. Eu não me arrependo de ter matado o Laurindo. E vocês não podem fazer nada. 


MADALENA FICA FRENTE A FRENTE COM ALFREDO. SEM PENSAR DUAS VEZES A NOSSA PROTAGONISTA DÁ UM TAPA COM MUITA RAIVA NA CARA DE ALFREDO. O VILÃO A SEGURA PELO BRAÇO COM ÓDIO. 

INSTRUMENTAL: https://youtu.be/eG6Ea_LtYww?si=e1XiCE55jdlRH8BL 

CORTA PARA/


CENA 11. CASA DE DONA CIDINHA. SALA. INT/ DIA

DONA CIDINHA ESTÁ SENTADA NO SOFÁ DA SALA E EM SUA FRENTE QUEM ESTÁ SENTADO É GAEL. A CÂMERA MOSTRA A APREENSÃO NO SEMBLANTE DE GAEL. A PORTA DA CASA VAI SE ABRINDO E MARINA ENTRA. AO VER GAEL ALI ELA FICA NERVOSA E MUITO IRRITADA. MARINA E GAEL FICAM SE ENCARANDO.


MARINA —(nervosa) O que é que está acontecendo aqui, Vó? O que o Gael está fazendo aqui? (P) Eu disse que eu nunca mais iria dirigir a palavra para você. Está lembrado? 

DONA CIDINHA — Você precisa ficar calma, Marina. O seu irmão está aqui apenas para conversar com você. Você não acha que você deveria ouvir o que ele tem para dizer?

MARINA — O Gael teve todas as chances de me procurar, Vó. Nesse último mês ele ficou totalmente em silêncio com tudo o que aconteceu. O meu sequestro pelo Flores. A morte do nosso avô pelas mãos do nosso pai. Onde ele estava quando tudo isso ocorreu? Eu não tenho para falar com você, Gael. 

GAEL — Eu sabia que eu não deveria ter vindo aqui, Vó. A Marina nunca vai aceitar que eu posso estar arrependido de tudo o que eu fiz. Eu cansei de tentar provar o contrário. 

GAEL SE LEVANTA DO SOFÁ. ELE E MARINA FICAM SE OLHANDO.


MARINA — (séria) E como você quer que eu acredite na sua mudança, Gael? Eu passei um inferno nas mãos do Flores e você nem se preocupou se eu estava viva ou morta. Se não fosse pela Paco e pelo Petrônio eu agora estaria morta. 

DONA CIDINHA — (enérgica) Já chega!!!! Vocês são irmãos. Onde vocês pensam que esse conflito entre vocês irá parar? Eu acredito no seu arrependimento, Gael. Mas eu também entendo o que a sua irmã está falando.

GAEL — Eu sei de todos os meu erros, Marina. E não te ajudar contra o Flores foi um deles. Mas eu estou aqui para te pedir perdão. Será que você não pode me perdoar? 

MARINA — (sincera) Eu sinto muito, Gael. Mas eu não acredito em você. Eu não consigo acreditar em nenhuma palavra que sai da sua boca. Se você até hoje não se reconciliou com a nossa mãe então quer dizer que o seu arrependimento é falso.


MARINA VAI EMBORA SEM OLHAR PARA TRÁS E ELA BATW A PORTA DA CASA. GAEL FICA VISIVELMENTE ABALADO. 


DONA CIDINHA — (se lamentando) Eu sinto muito, Gael. Eu não imaginava que a sua irmã iria agir dessa maneira. Mas é totalmente compreensível ela estar desse jeito. 

GAEL — Não tem problema, Vó. O que me deixa abismado é saber que o meu pai teve a coragem de matar o meu avô. Eu sempre defendi o meu pai, mas isso é imperdoável. 

DONA CIDINHA — Eu nem posso imaginar quanto está sendo difícil para você admitir isso, meu neto. Mas você pode ter certeza de uma coisa. O seu pai não vai escapar ileso do que ele fez. 

GAEL — ( decepcionado) O meu pai era o meu herói, Vó. Como ele pode se transformar nesse homem desprezível. Eu estou sentindo tanta repulsa nesse momento. Eu preciso pensar nomwue eu vou fazer. Eu vou andar um pouco. 


GAEL SAI DA CASA TOTALMENTE DESOLADO. A CÂMERA AGORA FOCA EM DONA CIDINHA QUE ESTÁ MUITO PENSATIVA.

CORTA PARA/


CENA 12. MANSÃO DE OMAR BIANCHINI. SALA DE ESTAR. INT/ DIA

A CAMPAINHA ESTÁ TOCANDO DE FORMA INSISTENTE E CONTÍNUA. A EMPREGADA ABRE A PORTA CENTRAL DA MANSÃO E A CÂMERA ACOMPANHA OS PASSOS DE MÔNICA QUE ESTÁ VISIVELMENTE ALTERADA. ELA TRATA A EMPREGADA COM MUITA FRIEZA. LOGO DEPOIS MÔNICA FICA SURPRESA AO VER ALBANO DESCER AS ESCADAS DA MANSÃO. O SEU ÓDIO SÓ AUMENTA. ALBANO FICA BEM NA FRENTE DA VILÃ. 


MÔNICA — ( fora de si) Eu posso saber o que você ainda está fazendo aqui, Albano? Eu deixei muito claro que eu jamais irei voltar para você. Desiste enquanto é tempo. Esse seu jeito de cão perdido não vai me amolecer. 

ALBANO — (sério) Esse sempre foi o seu problema, Mônica. Você sempre achou que o mundo gira em torno de você. Mas quer saber a verdade? Você não é o centro do universo. 

MÔNICA — Você ainda tem coragem de me enfrentar? Eu não sei ao certo se isso é coragem ou tolice. Você continua sendo o mesmo homem que sempre foi, Albano. Um homem fraco. 

ALBANO — Eu não sou o mesmo homem que você humilhava, Mônica. Eu e o seu pai nos unimos para impedir que você continue infernizando a vida da sua irmã. Isso acaba agora.


MÔNICA FICA AINDA MAIS DESEQUILIBRADA. ALBANO A ENCARA BEM FIRME. O ÓDIO DE MÔNICA É PERCEPTÍVEL. 


MÔNICA — (descontrolada) Isso é um complô contra mim? Você e o meu pai não vão conseguir me deter, Albano. Não vão!!!

ALBANO — Você quer mesmo pagar para ver, Mônica? Eu estou disposto a tudo para te parar. Você tentou matar a sua irmã duas vezes e falhou. Se depender de mim você não vai tentar uma terceira vez.

MÔNICA — É melhor você não brincar com fogo, Albano. Você não vai me querer ter como sua inimiga. Eu sou capaz de tudo para ter o que eu quero. E você sabe disso.

ALBANO — Faz tempo que as suas ameaças não surtem mais efeito sobre mim, Mônica. Eu disse que eu irei fazer se você tentar mais alguma coisa contra a sua irmã. Você está avisada. 


MÔNICA DÁ AS COSTAS PARA ALBANO. LOGO DEPOIS A VILÃ VOLTA E COSPE NA CARA SEU EX- MARIDO QUE FICA PARADO.


MÔNICA — (irritada) Você quer mesmo saber a verdade, Albano?  Você nunca consegui ser o homem que eu queria comigo. Mas hoje eu tenho quem me entende. Sabe o marido daquele bastarda. Ele sim é melhor que você.

ALBANO — Isso é baixo demais até mesmo para você, Mônica. Se a Madalena souber disso ela ficará muito decepcionada. 

MÔNICA — É isso mesmo que eu quero. Eu quero ver aquela bastarda totalmente destruída. Ela não vai ficar com a fortuna que é minha. Eu cumpro as minhas promessas. 

ALBANO — Vira o disco, Mônica. Você só sabe falar da herança do seu pai. O Omar ainda está vivo. É melhor você desistir. 

MÔNICA — Eu nunca vou desistir, Albano. Está me ouvindo? (T) Realmente o meu pai pode ainda estar vivo. Mas nada impede que ele sofra um acidente grata. Você não acha? 


ALBANO FICA EM CHOQUE COM A FRIEZA DE MÔNICA. A VILÃ DÁ UMA PISCADINHA PARA ALBANO E VAI EMBORA DA MANSÃO.

CORTA PARA/


CENA 13. CEMITÉRIO. EXT/ DIA

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DA CENA 10. ALFREDO CONTINUA TRIPUDIANDO SOBRE A MORTE DE LAURINDO. MADALENA, PETRÔNIO E CÉLIA SE MOSTRAM DESCONFORTÁVEIS COM A SITUAÇÃO. TEMPO. ALFREDO COMEÇA A RODEAR OS NOSOS PROTAGONISTAS DE UN JEITO AMEAÇADOR. 


ALFREDO — (ardiloso) Essa inocência de vocês chega a me dar ânsia de vômito. Vocês nunca vão conseguir provar nada contra mim. Quando o Laurindo morreu eu nem cheguei a encostar a mão nele. Eu ainda vou perturbar a vida de vocês muito ainda. 

MADALENA — Você é muito desprezível, Alfredo. Você mata uma pessoa inocente e acha que vai sair impune. Isso não vai acabar assim. Essa é uma promessa que eu te faço. 

PETRÔNIO — Como você é burro, Alfredo. No hospital está cheio de câmeras. O que você fez foi gravado.  Você foi pego. 

CÉLIA — O Petrônio está certo. Eu avisei a polícia antes de virmos até o cemitério. Eu sabia que você não irianeorder a oportunidade de querer se vingar da Madalena. 


ALFREDO FICA VISIVELMENTE TRANSTORNADO. O VILÃO OLHA PARA TRÁS E VÊ UM CARRO DA POLÍCIA SE APROXIMANDO. 


ALFREDO — (nervoso) O que foi que vocês fizeram? Acham que vou ficar preso por muito tempo? Isso não acaba aqui. 

MADALENA — (firme) É melhor você não fazer nada para piorar sua situação, Alfredo. O seu lugar é atrás das grades. 

PETRÔNIO — Acabou, Alfredo. Você não vai infernizar a nossa vida. 

CÉLIA — Finalmente a justiça foi feita. O meu pai está vingado. 

ALFREDO — Eu odeio todos vocês. Eu quero que todos morram. 

ALFREDO VAI FICANDO FORA DE SI. LOGO DEPOIS ESTEVÃO SE APROXIMA DO VILÃO E O OLHA COM MUITA SERIEDADE. 


ESTEVÃO — (sério)  Alfredo…. Você está preso pela morte do Laurindo. É melhor você não tentar resistir.

ALFREDO — Você não pode fazer isso comigo. Eu não fiz nada. 

MADALENA — Finalmente esse inferno vai acabar. Hoje eu consegui vingar a morte do meu pai. Você está acabado, Alfredo. 

CÉLIA — A justiça foi feita. O meu pai pode descansar em paz.

PETRÔNIO — (firme) Eu espero que você reveja tudo o que você fez, Alfredo. Você tem que pagar por todos os seus crimes. 


ESTEVÃO COLOCA AS ALGEMAS EM ALFREDO E VAI LEVANDO O VILÃO PRESO PARA FORA DO CEMITÉRIO. MADALENA E CÉLIA SE ABRAÇAM ALIVIADAS. PETRÔNIO FICA OBSERVANDO ALFREDO SENDO LEVADO EMBORA.


A IMAGEM CONGELA NO ABRAÇO SINCERO DE MADALENA E SÉRIA. AOS POUCOS A IMAGEM VAI GANHANDO UM TOM EM PRETO E BRANCO. 









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