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Por que, Pai? - Episódio 13 (Últimos Episódios)

 

Por que, pai?



Continuação a partir do fim do último episódio: Casa de Antônio/Cozinha/Interior/Noite


ERNANDO - Aí mãe, eu convidei o Juliano pra jantar aqui, pra contar pra você e pra Natália a ideia que ele teve de pagar para meu pai uma clínica de reabilitação.


JULIANO - Isso, dona Aniva. E eu vou ajudar com as despesas dele lá. Eu quero muito ajudar ele.


ERNANDO - Eu vou ajudar também.


Aniva se alegra.


ANIVA - Ótima ideia. Eu vou ajudar também como eu puder.


Natália é áspera.


NATÁLIA - Eu não vou entrar nessa. Não contem com minha ajuda. Meu pai já ficou em clínicas e não deu certo. Não vou jogar dinheiro fora com isso.


Ernando, Aniva e Juliano se surpreendem com a frieza de Natália.



Episódio 13


Cena 01: Casa de Antônio/Cozinha/Interior/Noite


Ernando, Juliano e Aniva olham surpresos para Natália.


NATÁLIA - O que foi gente? Eu hein. Fui sincera. Eu não vou me dispor a pagar nada. Se vocês querem gastar dinheiro a toa o problema é de vocês. Eu sei que ele não vai ficar lá, vai fugir de novo. Vocês estão iludidos achando que ele tem jeito.


Aniva, séria, encara Natália.


ANIVA - Eu nem sei como ainda me surpreendo com você. Você como sempre sendo fria. Você precisa melhorar seu coração. Olha o que você acabou de dizer. Imagina se seu pai escuta isso. Imagina alguém que está nessas condições ouvindo você dizer isso. Essas palavras desmotivam pessoas a querer mudar de vida. Seja melhor, Natália. Seja melhor.


Natália ironiza.


NATÁLIA - Já acabou? Vou me levantar. Não estou a fim de jantar com vocês.


Natália se levanta e sai da cozinha.


ERNANDO - Vamos deixar a Natália pra lá. Vamos pagar então nós três essa clínica pra ele.


JULIANO - Agora temos que convencer ele a ir pra clínica.


ANIVA - Eu vou com vocês falar com ele amanhã. Vou insistir pra ele aceitar nossa ajuda.



Takes de imagens do amanhecer em São Paulo.



Cena 02: Cracolândia/São Paulo/Exterior/Manhã


Ernando, Juliano e Aniva chegam na Cracolândia. Eles procuram Antônio.


ANIVA - Onde será que ele está, hein?


JULIANO - Ele não tem um lugar certo né?


ERNANDO - Não tem. Fica um tempo em cada lugar.


Eles andam pela Cracolândia, até que acham Antônio.


ANIVA - Bom dia, Antônio!


ANTÔNIO - Aniva, você por aqui?


ANIVA - Vim, por um motivo especial.


Antônio se empolga.


ANTÔNIO - Então conta.


Aniva se anima.


ANIVA - A gente veio te tirar daqui.


Antônio abaixa a cabeça.


ANTÔNIO - Já falei que eu não quero. Não quero que vocês se preocupem com isso. Já estou aqui mesmo, vou continuar.


JULIANO - Mas vai ser bom para o senhor. A gente vai escolher uma boa clínica, com conforto e bons profissionais.


ANTÔNIO - Eu não quero. Eu não penso em nada disso. Eu não penso em conforto. Já estou há tanto tempo nessa vida que pra mim não faz diferença conforto ou não.


ERNANDO - O senhor não pode desistir assim da vida. Quem não quer ter conforto e paz? É essencial pra vida.


Aniva pega nas mãos de Antônio.


ANIVA - Aceita, Antônio. Se pra você tanto faz, então aceita por mim. Escuta seus filhos.


Aniva fala de Juliano.


ANIVA - O filho que você teve lá no Rio, apareceu e quer te ajudar. Ele te procurou até te encontrar e quer fazer diferença na sua vida, ele quer ser presente na sua vida. Aproveite esse momento de felicidade pra melhorar sua vida ainda mais. A gente se importa muito com você.


Antônio reflete.


ANIVA - Aceita por mim, aceita pelo Juliano, pelo Ernando. Tenta mais uma vez, você consegue.


ERNANDO - É, pai. A gente ama o senhor. A gente quer o seu bem.


JULIANO - Isso. E você vai ficar na clínica por um tempo. Depois que o senhor se recuperar, porque o senhor vai conseguir, você volta pra sua casa. Ao lado da sua esposa.


ERNANDO - Ao lado da minha mãe, pai, que te ama tanto.


Antônio se emociona.


ERNANDO - O senhor sabia que ela recebeu o Juliano de coração aberto?


ANTÔNIO - Eu imagino, sua mãe é muito boa.

Muito obrigado, Aniva, por isso.


ANIVA - Não precisa agradecer.


O pessoal do projeto social entrega lanches. Virgínia chega até Antônio.


VIRGÍNIA - Bom dia, senhor Antônio! Hoje nós viemos mais cedo, então trouxemos um lanche.


Virgínia entrega o lanche a Antônio.


ANTÔNIO - Obrigado, Virgínia.


VIRGÍNIA - Hoje, sua família toda tá aqui?


Virgínia cumprimenta Ernando, Juliano e Aniva.


VIRGÍNIA - Tudo bem?


ANIVA/ERNANDO/JULIANO - Tudo bem!


ANTÔNIO - Estão todos aí, só faltou a Natália.


Juliano fala com Virgínia.


JULIANO - Nós estamos tentando convencê-lo de ir para uma clínica de reabilitação. Mas ele não tá querendo.


VIRGÍNIA - Vai sim, senhor Antônio. Vai ser muito bom.


ANTÔNIO - Eu já estou acostumado a viver aqui, pra quê mudar agora?


VIRGÍNIA - Toda oportunidade de boas transformações tem que ser aproveitada. O senhor está acostumado aqui, mas se aceitar passar por esse processo de reabilitação, o senhor vai melhorar muito e vai olhar pra trás e perceber o quanto viver assim te faz mal.


Antônio escuta Virgínia.


VIRGÍNIA - E com essa família linda pra te apoiar, melhor ainda.


ANTÔNIO - Será que vai ser bom?


VIRGÍNIA - Pode apostar que sim. Eu estou no projeto há anos, e sei de muitas histórias de pessoas que conseguiram se livrar do vício e mudaram de vida. Eu acho que o senhor deve aceitar.


ANTÔNIO - Eu vou pensar.


VIRGÍNIA - Senhor Antônio, eu vou indo. Tenho que entregar esses outros lanches. Pensa direitinho.


ANTÔNIO - Tá bom, eu vou pensar.


Virgínia se despede e sai andando. Juliano anda até alcançá-la. Ernando e Aniva ficam com Antônio.


JULIANO - Ô Virgínia!


Virgínia se vira pra Juliano.


JULIANO - Eu queria te agradecer pelos conselhos que deu ao meu pai.


VIRGÍNIA - Ah sim, foi de coração. O senhor Antônio merece uma vida melhor.


JULIANO - É.


Eles se encaram encantados.


JULIANO - Eu vou ficar em São Paulo até resolver essa questão do meu pai.


VIRGÍNIA - Você é de onde?


JULIANO - Eu sou do Rio.


VIRGÍNIA - Ah sim. (Risos)


Juliano, tímido, diz.


JULIANO - A gente podia sair qualquer dia.


Virgínia alegra o olhar.


VIRGÍNIA - Claro. Só você me falar.


JULIANO - Você me passa seu telefone?


VIRGÍNIA - Sim.


Virgínia pega seu celular e mostra seu número para Juliano, que digita e salva o contato em seu celular.


JULIANO - Salvei aqui. Eu te mando mensagem então.


VIRGÍNIA - Tá bom.


Os dois se olham apaixonados. Juliano beija a bochecha de Virgínia.


Ernando chama Juliano.


ERNANDO - Vamos embora, Juliano.


JULIANO - Vamos.


Juliano fala com Virgínia.


JULIANO - Deixa eu ir lá!


VIRGÍNIA - Tchau!


Juliano volta para onde estão Ernando, Aniva e Antônio.


Ernando brinca com Juliano.


ERNANDO - Tá interessado na moça, é? (Risos)


JULIANO - Ela é muito bonita, né? (Risos)


ANTÔNIO - Ela é uma excelente moça.


ANIVA - Aproveita, Antônio, e escuta os nossos conselhos, e os dela também.


ANTÔNIO - Eu vou pensar sim.


ANIVA - A gente já vai. Não quer ir com a gente? Vem com a gente. Vamos pra casa.


ANTÔNIO - Eu vou ficar aqui, vou pensar.


Aniva se entristece.


ANTÔNIO - Mas eu vou pensar. Tudo que vocês me falaram, me tocou, tocou meu coração. Vocês não falaram em vão. Eu estou com cada palavra na cabeça.


ANIVA - Então reflete em tudo isso.


Aniva fala com os meninos.


ANIVA - Vamos meninos. Tchau, Antônio!


ERNANDO/JULIANO - Tchau, pai!


ANTÔNIO - Tchau! Manda beijo pra Natália!


ANIVA - Pode deixar!


Cena 03: Praça próximo à Empresa de João Vicente/Exterior/Dia


Marina e Fernanda estão na praça.


FERNANDA - Pronta pra mais um dia vigiando o porteiro?


MARINA - Prontíssima.



Cenas aceleradas:

Marina e Fernanda vigiam o porteiro durante a tarde.

Juliano, ainda em São Paulo, sai com Virgínia.

Juliano, Aniva e Ernando escolhem uma boa clínica para Antônio.



2 Dias Depois



Cena 04: Praça próximo à Empresa de João Vicente/Exterior/Dia


Marina e Fernanda chegam à praça.

Marina está animada.


MARINA - Hoje vai. Hoje a gente descobre alguma coisa mais importante.


FERNANDA - Espero.


O tempo passa e elas continuam vigiando.

3 horas depois, o porteiro sai da empresa. Marina e Fernanda o observam.


MARINA - Vamos atrás dele.


Elas o seguem pelas ruas.

O porteiro olha pra trás e elas disfarçam se escondendo atrás de um carrinho de pipoca.

O porteiro segue andando e elas vão atrás.

Depois de muito andar, o porteiro entra num banco.


MARINA - Ele entrou no banco.


FERNANDA - Vamos atrás.


MARINA - Mas se ele lembrar da minha cara?


FERNANDA - É melhor você ir. Porque se ele for o meu pai, ele deve saber que eu sou a filha dele. Você pode fingir que está no banco pra fazer qualquer coisa.


MARINA - É verdade. Eu vou então.


FERNANDA - Vai lá.


Marina entra no banco. Ela procura e localiza o porteiro, que está num caixa fazendo depósitos. Ela chega bem perto dele e finge estar numa fila. Marina observa atentamente as ações do porteiro no caixa. Ele demora no caixa e a fila de Marina anda, ela então sai da fila, observando o porteiro.

Marina disfarça e volta para o final da fila.


Fernanda espera do lado de fora do banco.

Depois de muito tempo, o porteiro sai. E em seguida, sai Marina.


FERNANDA - E aí?


MARINA - Consegui. Eu observei ele no caixa. Ele fez 10 depósitos no valor de mil reais cada um.


FERNANDA - Como isso me ajuda?


MARINA - Pensa bem. Se sua mãe for no banco esses dias e sacar esse valor tem muita chance de ser ele o seu pai.


FERNANDA - Entendi. Boa!


Cena 05: Casa de Fernanda/Sala/Exterior/Tarde


Fernanda está na sala e Simone chega apressada.


SIMONE - Filha, vou sair.


FERNANDA - Vai onde?


SIMONE - Vou ao banco.


FERNANDA - Vai fazer o que lá?


SIMONE - Seu pai depositou dinheiro hoje. Vou buscar.


Fernanda se faz de desentendida.


FERNANDA - Depositou? Quanto?


SIMONE - Não sei. Ele só me falou que depositou. Eu estou com pressa. Depois conversamos.


FERNANDA - Tá bom.


Simone sai.


Cena 06: Casa de Antônio/Sala/Exterior/Noite


Aniva assiste televisão sentada no sofá.

Alguém bate na porta.

Aniva se levanta e abre a porta.

É Antônio.


ANTÔNIO - Eu aceito, Aniva. Eu queria ir pra clínica de reabilitação.


Aniva sorri.



Takes da passagem da noite de São Paulo pra manhã do Rio de Janeiro.



Cena 07: Casa de Fernanda/Copa/Interior/Manhã


Fernanda toma café com Simone.


FERNANDA - E aí, mãe? Pegou o dinheiro que meu pai depositou?


SIMONE - Peguei.


FERNANDA - Quanto que ele depositou?


SIMONE - Depositou 10 mil reais.


FERNANDA - Isso tudo? Como ele deposita isso tudo?


Simone estranha as perguntas de Fernanda.


SIMONE - Mas que interesse repentino de saber sobre o dinheiro que seu pai manda. Por que está tão interessada?


Fernanda disfarça.


FERNANDA - Por nada. Só perguntei. Acho estranho depositar 10 mil em um único depósito.


SIMONE - Ele deposita, por exemplo, 10 mil reais; ele faz 10 depósitos de mil reais cada um.


FERNANDA - Ah entendi. Ontem então que você pegou 10 mil reais, foi feito dessa forma?


SIMONE - Isso.


Fernanda relaciona com o procedimento que Marina viu o porteiro fazer.




Cena 08: Casa de Marina/Quarto de Marina/Interior/Dia


Fernanda e Marina conversam na sacada do quarto.


MARINA - Então tá confirmado, o porteiro é seu pai?


FERNANDA - Tem muita chance né? Seria muita coincidência o porteiro fazer esses depósitos daquela forma e minha mãe receber dessa mesma forma, e não ser ele.


MARINA - É, seria muita coincidência.


FERNANDA - O que a gente faz agora?


MARINA - Eu já tinha pensado nessa etapa. (Risos)


FERNANDA - Eu também. O porteiro é de Vila Isabel, então ninguém melhor/


Marina interrompe.


MARINA - Que o Juliano pra fazer a ponte entre você e ele.


FERNANDA - (Risos) Sim.


MARINA - Pensamos igual.


FERNANDA - Mas ele está em São Paulo.


MARINA - Vou ligar pra ele. De alguma forma ele vai nos ajudar.


Cena 09: Casa de Antônio/São Paulo/Sala/Interior/Dia


Ernando, Juliano, Natália e Aniva estão na sala prontos pra levar Antônio para a clínica de reabilitação.


ERNANDO - Que bom pai, que o senhor decidiu se tratar. Estou muito feliz.


Ernando abraça Antônio.


JULIANO - Eu também.


Juliano entra no abraço.


O celular de Juliano toca. Ele pega o celular e sai pra varanda.


JULIANO por telefone - Alô!


MARINA por telefone - Oi Juliano! É a Marina! Como estão as coisas aí com seu pai?


JULIANO por telefone - Oii Marina! Tudo indo bem. E aí, como está?


MARINA por telefone - Então, estamos precisando da sua ajuda. A gente descobriu quem é o pai da Fernanda, ele é de Vila Isabel. Você poderia ajudar a gente a encontrar ele lá?


Juliano é prestativo.


JULIANO por telefone - Eu poderia.


MARINA por telefone - E como você pode fazer isso? Porque você está em São Paulo.


JULIANO por telefone - Eu volto para o Rio amanhã. Vou resolver algumas coisas do meu pai aqui, e amanhã à tarde estou aí.


Marina se empolga.


MARINA por telefone - Ah, que ótimo. Você aqui com a gente, vai ajudar demais. Vamos esperar você voltar então.


JULIANO por telefone - Assim que eu chegar em casa mando mensagem pra você, e vocês duas vão lá pra casa pra gente ver esse lance do pai da Fernanda.


MARINA por telefone - Beleza! Tudo certo então! Tchau e obrigada!


JULIANO por telefone - Por nada! Beijos!


Juliano encerra a ligação e volta pra sala.


ANIVA - Então gente, vamos levar o pai de vocês até a clínica?


ERNANDO - Vamos.


Antônio sorri.


ANTÔNIO - Muito obrigado pelo empenho de vocês. Eu estou indo e sentindo muito amor da parte de vocês. Obrigado pela família que vocês são pra mim.


JULIANO - Nós estamos muito felizes também pelo senhor.


ERNANDO - Então vamos embora gente. Vamos buscar a liberdade do meu pai.


Natália quebra o clima de alegria.


NATÁLIA - Eu não vou não, tá gente. Vocês podem ir tranquilos, eu não vou porque eu não quero mesmo. Eu já não estou ajudando com as despesas dessa clínica, né? Mas boa sorte pai. Eu vou ficar aqui, que eu tenho umas coisinhas pra fazer, não tenho tempo pra ir lá não.


ANTÔNIO - Tá bom, filha. Não tem problema. Pode ficar aqui, faz suas coisas que você tem que fazer. Mas, me dá um abraço.


Natália abraça Antônio, friamente.


NATÁLIA - Agora chega de abraço, né.


Aniva intervém.


ANIVA - Natália, não fala assim com seu pai.


NATÁLIA - Mãe, eu sou assim com todo mundo. Fica nessa enrolação de abraço longo.


Todos olham pra Natália.


NATÁLIA - O que que foi? Tem algum problema? Vai logo levar ele pra clínica, vai. E o senhor vê se perde esse vício logo e para de dar dor de cabeça.


Aniva intervém novamente.


ANIVA - Vamos Antônio, liga pra Natália não.


Eles saem e Natália fica sozinha.


NATÁLIA - Encheção de saco.



Takes de imagens:

Antônio chega à clínica com Ernando, Aniva e Juliano. 

Uma moça os conduz pelos espaços da clínica.

A família aprova as dependências da clínica.

Ernando, Aniva e Juliano se despedem de Antônio e saem da clínica.



Cena 10: Praça/São Paulo/Exterior/Noite


Juliano e Virgínia estão sentados num banco.


JULIANO - Então é isso. Tudo resolvido com meu pai, amanhã eu volto pro Rio.


VIRGÍNIA - Volta pra ficar?


JULIANO - Não. Eu vou ir pra lá, mas vou voltar aqui às vezes pra ver meu pai.


VIRGÍNIA - Ah sim.


Juliano pega na mão de Virgínia.


JULIANO - Eu gostei muito de te conhecer.


VIRGÍNIA - Eu também. Mesmo que não tenha rolado nada.


JULIANO - Mas eu vou voltar pra cá, e a gente pode se ver.


VIRGÍNIA - Claro!


Eles se olham apaixonados. Virgínia acaricia o rosto de Juliano, que sorri. Eles se aproximam e se beijam apaixonadamente.



Take da passagem da noite pra manhã em São Paulo.


Cena 11: Rodoviária/São Paulo/Exterior/Manhã


O ônibus de Juliano chega. Ele caminha até o ônibus e mostra a passagem para o motorista.


JULIANO - Bom dia!


Juliano embarca no ônibus.


Cena 12: Casa de Marina/Quarto de Marina/Interior/Tarde


Marina e Fernanda estão sentadas na cama.


MARINA - O Juliano já deve ter chegado.


O celular de Marina vibra. Ela olha o celular e vê uma mensagem de Juliano. Ela lê a mensagem.


MARINA - Juliano falou que já chegou em casa e que podemos ir pra lá.


FERNANDA - Então vamos.


Elas se levantam da cama e saem do quarto.


Cena 13: Casa de Juliano/Sala/Interior/Tarde


Juliano e Marlene conversam sobre Antônio.


JULIANO - Aí, graças a Deus, ele aceitou ir pra clínica de reabilitação.


MARLENE - Eu fico feliz por ele. Ele não tinha esse vício, pelo menos eu acho, quando nós nos relacionamos.


JULIANO - É. O importante é que agora ele vai se limpar disso tudo.


Juliano muda de assunto.


JULIANO - Eu estou esperando a Marina e a Fernanda chegarem. Elas descobriram que o pai da Fernanda é aqui da Vila. Querem minha ajuda pra ir na casa dele.


MARLENE - Ah é? Quem é o pai dela?


JULIANO - Não me falaram ainda não.


Alguém bate na porta. Juliano levanta e abre a porta. São Marina e Fernanda.


JULIANO - Oi meninas!


MARINA/FERNANDA - Oii.


Os três se abraçam.


JULIANO - Entrem!


As meninas entram.


MARINA - Oi dona Marlene!


MARLENE - Oi meninas!


FERNANDA - Oii!


JULIANO - Podem sentar.


Marina e Fernanda se assentam.


JULIANO - E aí? Me contem quem é esse pai?


FERNANDA - O nome dele é Diogo Gilberto.


MARINA - A gente viu ele pegando um ônibus aqui pra Vila, por isso falamos que ele é daqui.


JULIANO - Mas porque vocês acham que ele é o pai da Fernanda?


MARINA - A gente vigiou ele durante uns dias. Teve um dia que ele foi ao banco, a gente seguiu ele. Ele entrou no banco, e eu entrei também. Fiquei vigiando e ele fez 10 depósitos de mil reais cada um.


FERNANDA - No mesmo dia, minha mãe foi ao banco pra pegar o dinheiro que meu pai, segundo ela, tinha depositado. Eu fiz algumas perguntas e descobri que ela recebeu 10 mil reais. Aí eu falei que achava estranho uma pessoa depositar 10 mil em um único depósito, e ela me explicou que ele sempre deposita esse dinheiro todo dividido em vários depósitos de mil reais.


JULIANO - Ah sim. Faz todo sentido então. Seria muita coincidência.


Fernanda faz que sim com a cabeça.


MARINA - E também a Fernanda já achou extratos bancários da mãe dela com vários depósitos de valores altos feitos por Diogo Gilberto de Souza.


JULIANO - Ah sim. Então é ele mesmo.


MARINA - Sim. Só não sabemos se ele realmente mora aqui.


JULIANO - Bom, aqui na Vila tem um Diogo Gilberto. E a casa dele é até perto.


FERNANDA - Deve ser ele né?


MARINA - Só pode.


JULIANO - Vamos lá perto da casa dele. Ele tá sempre na varanda. De longe vocês vão saber se é ele ou não.


Cena 14: Vila Isabel/Rua/Exterior/Tarde


Juliano mostra para Fernanda e Marina a casa de Diogo Gilberto.


JULIANO - É essa casa. Aquele deitado na rede é o Diogo Gilberto.


Fernanda e Marina o reconhecem.


FERNANDA - É ele mesmo, Marina.


MARINA - Sim. É o porteiro.


JULIANO - Vocês vão ir lá falar com ele?


Marina fica receosa.


MARINA - Eu acho que ele pode ver a gente e correr das nossas perguntas.


FERNANDA - Acho melhor você ir, Juliano.


JULIANO - Eu?


MARINA - É. Ele não vai achar que você vai falar da filha dele. Ele acha que as pessoas não sabem dessa história.


JULIANO - É verdade. Tá bom, eu vou. O que eu falo pra ele?


FERNANDA - Seja direto, fala que você conhece uma menina que é filha dele, que ele teve há muito tempo e que ele sabe da existência dela, e que essa menina quer conhecer ele. E pergunta se ele quer conhecer ela.


JULIANO - Direto assim?


MARINA - Também acho melhor ser direto.


JULIANO - Então tá.


Juliano caminha para a casa de Diogo Gilberto.


Juliano chega no portão e chama.


JULIANO - Diogo!


DIOGO GILBERTO (Porteiro) - Opa! Já vou.


Diogo se levanta e chega até o portão.


DIOGO GILBERTO (Porteiro) - Pode falar. Tá precisando de alguma coisa?


Juliano, sério, o responde.


JULIANO - Olha, vou ser bem direto. Eu conheço uma menina que quer te conhecer.


A mulher de Diogo escuta a conversa escondida.


JULIANO - Ela me disse que é sua filha, e quer te conhecer. Disse que você sabe da existência dela, e pediu pra perguntar se você toparia conhecer ela.


Diogo fica aflito.


DIOGO GILBERTO (Porteiro) - Filha? Como assim? Eu não tenho filhos. Que história é essa?


JULIANO - O nome dela é Fernanda. Ela viu que você fez uns depósitos outro dia de valores altos, e no mesmo dia, a mãe dela recebeu esse dinheiro. E você fez vários depósitos de mil reais, e da forma que você depositou, a mãe dela sacou.


Diogo aflito, pensa.


JULIANO - Ela vigiou você por uns dias e te seguiu até o banco, e viu suas ações lá dentro.


A mulher de Diogo escuta, nervosa, toda a conversa.


JULIANO - E ela achou também, extratos bancários da mãe dela com vários depósitos de valores altos feitos por Diogo Gilberto.


A mulher de Diogo vem até o portão.


MULHER - Que história é essa Diogo? Você vai me explicar isso agora.


Diogo, aflito, fica pensando. A câmera foca em seu rosto. Vários pensamentos vem à sua cabeça.

A mulher de Diogo, nervosa, continua cobrando explicações.

Diogo volta a si.


DIOGO - Eu vou explicar pra vocês. Vamos lá dentro.



A tela escurece.



Cena 15: Casa de Juliano/Cozinha/Interior/Tarde


Juliano adentra a cozinha da casa, onde estão Marlene, Marina e Fernanda.


Fernanda olha ansiosa para Juliano.


FERNANDA - E aí?


JULIANO - Ele me deu um endereço, falou que vai estar neste lugar hoje às 20h.


FERNANDA - Entendi.


JULIANO - Ele me disse com essas palavras: "Fala pra ela ir nesse endereço nesse horário, que ela vai encontrar o pai que ela tanto quer conhecer." Ou seja, ele vai está lá te esperando.


FERNANDA - Vocês vão comigo?


MARINA - Com certeza.


Cena 16: Hotel/Copacabana/Exterior/Noite


Juliano, Fernanda e Marina chegam ao endereço que Diogo passou.


JULIANO - É aqui.


MARINA - Vamos entrar pra achar esse quarto.


JULIANO - 6° andar. Quarto 604.


Eles entram no Hotel.

Juliano encontra Sabrina, prima de Bárbara.


JULIANO - Oi Sabrina, você por aqui?


SABRINA - Estou esperando uma amiga que está em serviço aqui.


JULIANO - Ah sim. E a Bárbara como está?


SABRINA - Ela tá bem.


JULIANO - Vou passar lá pra fazer uma visita pra ela.


SABRINA - Vai lá sim.


Juliano, Fernanda e Marina chegam a recepção.

A recepcionista libera a entrada dos três.

Eles pegam o elevador.

O celular de Juliano vibra.


JULIANO - O Diogo pegou meu número, e ele me mandou uma mensagem, falando que a pessoa que vai está no quarto é seu pai.


O elevador chega ao 6° andar. Eles saem do elevador.


JULIANO - Oh, ele falou que seu pai está nesse quarto nesse momento, e que abrindo a porta do quarto você o encontrará. 


MARINA - O que eu estou entendendo é que seu pai está no quarto 604. Mas não parece que o Diogo está falando dele mesmo. Parece que ele fala de alguém que é o seu pai e está neste quarto.


JULIANO - Ele falou que você não precisa duvidar, o homem que está no quarto é o seu pai.


MARINA - Olha como ele fala. Ele sabe que seu pai está aqui, e no quarto 604. Pergunta pra ele se ele realmente é o pai da Fernanda.


Juliano digita a mensagem. Fernanda fica apreensiva.


JULIANO - Ele disse que o pai dela é quem está no quarto.


MARINA - Ele não confirmou, só reforçou que seu pai está no quarto, e ele tem muita certeza disso. Eu entendi que não vamos achar o Diogo nesse quarto, mas o seu pai vai está lá.


FERNANDA - Entendi.


Eles caminham até o quarto 604.

A câmera foca no número 604 na porta.

Fernanda bate na porta.


VOZ - Pode entrar!


Fernanda abre a porta e entra no quarto.

A câmera filma Fernanda e o homem de costas.

O homem vai se virando devagar.

A câmera volta e foca no número 604 na porta.


A cena congela


Fim do episódio.





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